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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

My daddy cry

Família, o bem mais precioso que qualquer um pode ter, e as únicas pessoas que não vão te negar amor.
Mas, às vezes essa relação de família, não é tão afetiva, tendo seus altos e baixos.
Hoje à tarde, eu estava sentado à beira mar, descansando e ouvindo música, quando olho para o lado, e vejo, pai e filho jogando bola, senti um arrepio, fiquei levemente tristonho e, por um instante escorreram lágrimas dos meus olhos.
E o por que de tudo isso?
Pois bem, eu não tive uma relação de pai com filho normal como deveria ser, apesar de ter morado praticamente 90% da minha vida ao lado dele.
Ele nunca me levou para fazer coisas que um pai levaria um filho pra fazer como; jogar bola, pescar, empinar pipa, e até mesmo construir uma casinha na árvore no quintal de casa. Além do mais, nunca me incentivou a fazer nada, dizendo o que era certo ou errado, sempre tive que tomar minhas próprias iniciativas, mesmo que eu me desse mal.
Hoje, eu não preciso dele, ele não faz a menor diferença para minhas escolhas, mas é claro que quando ele morrer, vai ser uma perda irreparável no meu coração e para a minha família, afinal ele é meu pai, e primeiramente se não fosse por ele eu não estaria aqui.
Mas, eu acho que essa relação afetiva de pais e filhos tem que existir sim, ela é essencial e indispensável. Homens fazendo coisas de homens como jogar futebol, pescar, concertar as coisas em casa, e o mais importante: Cuidar da família a qualquer custo. E mulheres fazendo coisas de mulheres como ser vaidosa, se preservar, se cuidar, ter inúmeros cuidados e responsabilidades.
Afinal, somos aprendizes, e nossos pais são os sábios, tudo que eles fazer, são reflexo do que eles nos ensinaram, basta a gente julgar e escolher se absorvemos ou não esse ensinamento.

Fato Verídico ocorrido em 26/01/2011

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